366

Foi um ano longo, mas não no sentido de tempo. Já disseram que uma vida curta é aquela em que poucos sentimentos foram cultivados, a longa é a de muitos. Foi um longo ano.

Como que em um ano, mesmo sendo bissexto, exatos 366 dias, pode parecer que viveu-se mais do que nos outros? Não lembro dos fatos, mas sim das imagens e sensações.

Pareceu mais como uma forte tempestade num mar desconhecido, para alguém que nunca antes tinha visto a chuva e maravilhou-se. Ondas de diferentes tamanhos que vinham de todas as direções, sempre estonteantes e belas, com suas singularidade de significados e consequências.

Teve aspecto de peça de teatro, onde o mocinho sai pra uma aventura e encontra personagens que o mudam e acompanham-no, incluindo um grande amor que não acabou bem e um dragão que rapta o protagonista, mas ele mesmo tendo que salvar-se.

Possuiu uma grande imagem de professor, já que com ele aprendi tanto. Alguns professores, os que marcam, passam por nossas vidas e mudam nossa forma de pensar, nos abrem novos horizontes e faz com que percebamos o que antes parecia não estar lá.
A sala de aula foi o mundo, a lição foi a vida, o objeto de estudo eu mesmo.

Foi o ano que te conheci. Foi o ano que te esqueci, o que evolui e me descobri. Foi o ano de tanto, e com toda certeza o que mais vivi.

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